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Autor Desconhecido
São Paulo, 17 de Junho de 2019
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O que esperar de 2014...

Viva 2014! Essas foram as tradicionais palavras de recepção para novo ano ao qual adentramos. Um tempo novo de luz e paz, mas também de muitas decisões. 2014 nasce como um filho bastardo e renegado para o Brasil, um ano de muita festa e comemoração só que ao mesmo tempo, sem nada a acrescer. Minhas palavras podem parecer pessimistas para alguns, mas infelizmente, quando colocado em xeque, o que se extrai de 2014 basicamente são dois grandes pilares, que serão responsáveis por pautar nossas expectativas futuras: Copa do Mundo e Eleições.

Se em 2013 muito se esperou e se falou da tão aguardada Copa do Mundo no Brasil, em 2014 nossos ouvidos ficarão fartos de tanto que se discutirá a respeito dos rumos futebolísticos que aguardam nosso país. "Temos a responsabilidade de vencer a copa em casa, já que somos considerados o país do futebol?", "Estaremos preparados para receber tamanha demanda de visitantes?" e o pior de todas as questões "Os estádios estarão prontos até lá?". Dizer que tudo dará certo no final é uma certeza duvidosa. O Brasil é o país do "jeitinho", aquele que nos dois minutos finais do segundo tempo acorda e faz alguma coisa. A questão primordial que nos persegue é quão dura será a via tomada para atingirmos tal objetivo; quanto pesará aos cofres públicos tais gastos, acrescidos - é claro - dos tradicionais desvios que caracterizam essa nação chamada Brasil. O homem cordial tão edificado por Sérgio Buarque de Holanda pesará com mãos de ferro sobre nós? Misturando emoção e razão em uma bomba relógio, na qual público e privado se tornam indissociáveis, caindo de bandeja em nosso colo?

O tempo é outra questão que merece relevância, já que os tradicionais parâmetros planejados serão alterados, em função da grandiosidade de tal evento. Muito se argumentou em transferir inclusive as férias escolares de julho para junho - mês em que o país sediará o evento - para que não se comprometa o acompanhar dos jogos. Porém de que vale isso? Lucros serão perdidos, trabalhadores passarão por rotinas desregulamentadas, estudantes talvez tenham seu período de férias reduzido, além do total descontrole da vida cotidiana, alterando a rotina de toda uma nação, baseado, apenas, em uma imagem de mocinho, perante o mundo, que o país do carnaval pretende edificar.

"Uma boa maquiagem. Camada em cima de camada" como diria a personagem Copélia de Miguel Falabella. O Brasil nada mais vai do que construir uma imagem de primeiro mundo em um país emergente, acarretando gastos esdrúxulos, que pouco servirão, posteriormente, a sua população. Maquiaremos nosso país. Claramente é isso, inclusive na política de recolhimento de mendigos já proposta pelo governo, a fim de gerar uma imagem de benfazeja as ruas da nação.

As eleições edificam outro alicerce desse ano. Mais uma vez conquistados pelas promessas eleitorais voltaremos a eleger "panacas" como governantes e a se deixar explorar pelo grande capital. As faraônicas obras da copa com toda a certeza serão usadas como marketing de um país melhor. Escondendo os gastos efetuados abaixo dos tapetes - é claro. E além dos tradicionais corruptos que permearão nossos televisores nas propagandas eleitorais, teremos as figuras cômicas, que motivados pelo estrondoso sucesso de mais de três milhões de votos recebidos pelo palhaço Tiririca, vêm pleitear também uma vaguinha no plenário.

A presidência neste ano parece ser uma surpresa. Quase nenhum dos candidatos é apontado como favorito às eleições desse ano. Talvez haja a possibilidade de não se polarizar entre os tradicionais PT- PSDB devido à candidatura de Marina Silva como vice de Eduardo Campos. Tudo dependerá da construção de uma imagem de bom moço a Aécio Neves e do marketing para que se consiga convencer o povo de que o governo Dilma foi algo positivo. Além do mais pesa sobre os dois partidos o mensalão petista e o mensalão mineiro, respectivamente, algo que vai influenciar bastante na decisão das urnas.

As manifestações de 2013 podem ter sido um suspiro e extintas a partir daí, ou uma premonição do que virá para 2014. A construção de um tempo que não seja extraviado como anuncia a canção Tempo Perdido, da banda Legião Urbana, dependerá da juventude, do acordar de uma nação. Por que como ela mesma diz "Somos tão jovens". Foi assim na busca pelas diretas, nos caras pintadas e nas manifestações do ano passado. Não será diferente agora. Só não podemos esquecer que neste ano de tantas decisões, talvez 2014 possa nos dar uma grande surpresa, dependerá de nós enxergarmos que "Nem foi tempo perdido". Não se iludindo nas eleições e vendo que "O que foi prometido, Ninguém prometeu." E que tantas obras faraônicas, que esta copa nos reserva nada mais são do que produtos do "Nosso suor sagrado". Temos, portanto, que seguir "Sempre em frente" já que "Não temos tempo a perder".


Vinícius Bernardes Mondin Guidio
(vguidio@ig.com.br)

Vinícius Bernardes Mondin Guidio - tem 15 anos, é estudante, adora ler e escrever, gosta de português, literatura e tudo o que é relacionado a área de humanas.

Escreve crônicas para o jornal Gazeta do Belém e também adora observar o cotidiano e as gafes alheias, para depois relatá-las em seus textos.

Contato: vguidio@ig.com.br

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