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Autor Desconhecido
São Paulo, 24 de Julho de 2019
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Meus mestres me fizeram o que sou

Com os óculos na face e livros debaixo do braço entrava um sujeito aparentemente desconhecido. Temerosos, os alunos cessavam as algazarras, os burburinhos e conversas a respeito das férias de verão sumiam e cada qual se dirigia ao seu devido lugar. Os olhares voltavam-se para o quadro aguardando as primeiras instruções daquele ser estranho que ali adentrara.

- Quem era?- perguntava um ao outro ao pé do ouvido.
 
O interlocutor sem respostas, demostrava total desconhecimento. Enquanto isso, o mestre à frente do imenso quadro negro rabiscava algumas letras. Logo, descobrimos quem era. Com um sorriso o mesmo virava e começava a primeira aula daquele ano.
Quantas vezes você já não vivenciou esta mesma história? Corriqueira daquela primeira semana de volta às aulas. Em meio ao furor de rever os colegas e amigos, de retornar aos papos até altas horas da noite e a reatar as relações até então distanciadas pelas férias, nos deparamos com alguém diferente, alguém que apesar de não possuir nenhuma relação consanguínea conosco, atua com proeza e audácia para a nossa formação.

A sala olhava para ele e ele retribuía:

- Não se acanhem - repetia pausadamente.

Pouco a pouco o temor daquela figura tornava-se afeto. Foi feita uma roda para que pudéssemos nos conhecer melhor e ao centro uma cadeira foi colocada para ele. Com todos sentados, começaram as apresentações. E assim, aquele medo inicial foi substituído pelas calorosas risadas que tomaram conta da pequena sala de aula. 

Nunca tive más relações com meus professores. É claro, existe sempre aquele que você se simpatiza mais e aquele que menos, mas diferentemente do que é pregado, aluno e professor não vivem em “pé de guerra”. Atritos existem justificados pela variação de idade e pensamentos, mas assim como disse um grande professor amigo meu “A unica diferença entre os mestres e os alunos, é que o professor apendeu antes”.

Assim, em meio a estas aulas posso atribuir que parte do que sou é derivado desta dedicação. Ano que vem por incrível que pareça, será a última vez que vivenciarei esta experiência descrita ai em cima. O tempo passa e não percebemos. Parece que foi ontem que estava na primeira série aprendendo a ler e escrever e hoje já estou quase concluindo minha fase escolar.

Aprendemos de tudo, passamos a viver no coletivo, aprendendo dia-a-dia que os nossos desejos não são únicos e que os que prevalecem são de uma maioria. Executávamos desde então a famosa arte grega que é a democracia. 
Os grandes mestres nos mostraram a graça dos recomeços e dos tombos que a vida nos dá. E com o abraço amigo, ou conselho certeiro ensinaram através dos erros, o caminho mais certo a ser seguido.

Na prova incerta, no momento de dificuldade, nos problemas pessoais e escolares, eles nos acompanharam. Se tornando aquele amigo para todas as horas, o confidente, o conselheiro, o guia, e o querido mestre das salas de aula.

Com maestria exerce mais do que sua profissão. Em meio ao quadro, o giz e o apagador, faz a mágica do conhecimento aparecer, não cedendo conhecimentos totalmente prontos, mas propondo reflexões para obtermos nossas próprias conclusões.

Poderia escrever um livro com tudo que já vivi, apesar da pouca idade que tenho creio que as experiências foram tantas que falta espaço para descrever todas neste singelo texto. Cada um tem as suas não há necessidade de compartilharmos, mas apenas deixemo-las guardadas em nossas boas lembranças. Encerro por aqui mais um texto, desta vez parabenizando e agradecendo estes grandes formadores que neste dia 15 são homenageados pela brilhante profissão.

Porque a vida é feita de momentos. Alguns nos fazem sorrir, outros nos fazem chorar...mas todos nos fazem pensar. Posso dizer que se nesse momento eu choro, é porque em algum
momento, você me fez sorrir...e são estes momentos em que sorri que vou guardar comigo!



Vinícius Bernardes Mondin Guidio
(vguidio@ig.com.br)

Vinícius Bernardes Mondin Guidio - tem 15 anos, é estudante, adora ler e escrever, gosta de português, literatura e tudo o que é relacionado a área de humanas.

Escreve crônicas para o jornal Gazeta do Belém e também adora observar o cotidiano e as gafes alheias, para depois relatá-las em seus textos.

Contato: vguidio@ig.com.br

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