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São Paulo, 24 de Julho de 2019
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Nem todos pensam como Voltaire

Como já dizia Voltaire: “A primeira lei da natureza é a tolerância, já que temos erros e fraquezas”.  Porém, nem todos acreditam na validade de tal conceito. Apesar de teorias como essa, o mundo continua intolerante como fora durante toda a história. Com julgamentos perversos o  homem tem dificuldade de aceitar o diferente, o novo. Utilizando como artifício, a força bruta, para validar os pontos de vista que ele considera os mais corretos.


Todo ponto de vista possui dois lados. Seja em crenças religiosoas, ideias ou pluralidade de opiniões, somos livres para expressá-las da maneira que acharmos mais conveniente. Porém a sociedade de hoje, baseada em antigos artifícios, solidifica ideais rígidos e falsas moralidades, que são utilizadas como justificativa para sua intolerância.


Intolerância é incapacidade do homem de aceitar o diferente. Mesmo pejorativo, esse conceito já foi base para justificar: guerras, atentados, impedimento de manifestações religiosas e golpes de estado. Marcado presença na história,  deixou um triste legado ao mundo, uma herança cultural irreparável, o preconceito. Uma característica que “engessa” o olhar humano para um único ponto, acreditando-se que a verdade seja única.


Geralmente na fase escolar, nas primeiras aulas do curso de história, somos questionados até que ponto a nossa maneira de exergar o mundo é  a mais correta.  Hitler, por exemplo, o conhecemos com um severo ditador que matava judeus e tinha o sonho de purificar uma raça, porém nunca se comenta dos grandes feitos que ele realizou como: a recuperação de uma nação destruída, diminuição do desemprego e o seu forte amor pela música e pintura.


O homem passou a crer que existe um único olhar para as diversas situações que a vida nos apresenta. Graças a isso, manchetes de intolerância religiosa, sexual ou étnicas , ganham cada vez mais espaço na mídia atual. Sendo que através de atos violentos os intolerantes tentam inibir de todas as maneiras a manifestação daquilo que não condiz com o que acreditam.


A homofobia e aversão a alguns cultos religiosos são o que mais crescem nesses casos. A força bruta aliou-se ao preconceito. Criando este cenário em que a manifestação de atos simples torna-se motivo para a intolerancia, apenas por fugirem dos padrões da maioria. 


Todavia, não considerar um determinado ato o mais correto, é aprovável, desde que do mesmo modo que possuimos nossa liberdade não infrinjamos a alheia. Intolerância tornou-se sinonimo de ignorância, pois demonstra a falta de capacidade de viver em uma sociedade variada. Fazendo-nos mais uma vez concluir que o filósofo francês estava certo: “Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lá."


Vinícius Bernardes Mondin Guidio
(vguidio@ig.com.br)

Vinícius Bernardes Mondin Guidio - tem 15 anos, é estudante, adora ler e escrever, gosta de português, literatura e tudo o que é relacionado a área de humanas.

Escreve crônicas para o jornal Gazeta do Belém e também adora observar o cotidiano e as gafes alheias, para depois relatá-las em seus textos.

Contato: vguidio@ig.com.br

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