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São Paulo, 24 de Julho de 2019
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O petulante visitante

Independente da idade, peso, tamanho ou valor na conta bancária, todos temos um parente ou colega “entrão”, que auto se convida, sem razão ou motivo de festa, para uma visitinha.

Visitas são coisas naturais do cotidiano. Somos seres humanos, está nos nossos preceitos e hábitos a união. Dependemos deste elo, não só para nossa sobrevivência, como para as relações que se estabelecem a partir do contato entre as pessoas.

Porém, existem algumas que levam tal conceito ao pé da letra. Acreditam que estão fazendo um favor em suas visitas inesperadas, as quais acabam mais por incomodar do que gerar um conforto ao visitado.Tenho uma tia que é assim. Ela diz até que seleciona as pessoas e as casas em que irá passar, numa espécie de rodízio, ou seja, quando passar por todas as outras listadas retornará a minha.

Para o meu desprazer o telefone toca, atendo e não surpreso já suponho que é ela. Faz-se de boba, começa com um assunto simples, vai falando sobre a vida, o trabalho, afoga suas mágoas... Para no final, no momento ápice da conversa, dar o famoso bote:- Amanhã vou passar aí! Qualquer pessoa normal que anseia mesmo visitar alguém, passaria em horários menos oportunos, ou seja, fora dos horários de refeições. Para ela, isso não existe, horário de visita são nas horas de refeição, pois se livra de ter que prepará-las, além de filar a famosa “bóia”.

O tempo passa e como tudo na vida chega uma hora que a presença  do visitante transforma-se de prazer à incomodo. Só que o tal, pressupõe que esteja agradando e parece não querer ir embora. Quando a despedida ocorre, corra para o telefone e espere, pois o danado com certeza esquecera alguma coisa e pretenderá voltar. Apesar deste estar a quase dois quarteirões de sua casa, esta é uma tática para que o visitante tenha um motivo de retornar no próximo rodízio.

Tentar desligar o telefone, não entrar no facebook e ignorar mensagens SMS são inúteis. Mesmo que você realize o maior esforço do mundo ele acaba te encontrando. No momento “X”, em que estamos mais atarefados e com a agenda lotada, sem tempo de raciocinar e pensar,  somos pegos de surpresa. A surpresa é tanta que nos faz ficar sem reação, para pronunciar aquilo que o nosso íntimo realmente anseia dizer: NÃO.

Chego a conclusão de que na vida ou nascemos para visitar ou para sermos visitados. Eu por azar nasci para receber, apesar de não ter vocação para isso.  


Vinícius Bernardes Mondin Guidio
(vguidio@ig.com.br)

Vinícius Bernardes Mondin Guidio - tem 15 anos, é estudante, adora ler e escrever, gosta de português, literatura e tudo o que é relacionado a área de humanas.

Escreve crônicas para o jornal Gazeta do Belém e também adora observar o cotidiano e as gafes alheias, para depois relatá-las em seus textos.

Contato: vguidio@ig.com.br

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